O câncer bucal voltou ao centro do debate sobre saúde pública após edição do programa Saúde 360°, exibida em 8 de maio de 2026, que reuniu informações relevantes para moradores do Litoral Norte que buscam orientação sobre prevenção e tratamento da doença.

Apresentado por Daniela Marcelino, o programa recebeu o cirurgião-dentista Dr. Alecsandro Moura, que detalhou o cenário atual da doença no Brasil e ressaltou a necessidade de atenção a sintomas que costumam ser ignorados pela população.

Fatores de risco em evidência

De acordo com o especialista, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool seguem como os principais fatores associados ao surgimento da doença. A combinação dos dois hábitos potencializa significativamente o risco e está entre as principais causas do aumento dos casos registrados no país.

Sinais que merecem atenção

Entre os sintomas que devem motivar a busca imediata por avaliação profissional, o dentista citou:

  • Feridas na boca que não cicatrizam em duas semanas;
  • Alterações na mucosa bucal, mesmo sem presença de dor;
  • Manchas brancas ou avermelhadas persistentes;
  • Dificuldade para mastigar ou engolir.

O alerta principal é que muitos desses sinais não causam desconforto inicial, o que leva pacientes a postergarem a procura por atendimento e dificulta o diagnóstico em estágios iniciais.

Prevenção e acompanhamento odontológico

O programa reforçou a importância dos exames preventivos e das consultas odontológicas regulares como estratégias centrais para a identificação precoce da doença. Quando descoberto em fase inicial, o câncer bucal apresenta chances significativamente maiores de cura e tratamento menos invasivo.

Para os moradores do Litoral Norte, a recomendação é manter visitas periódicas ao dentista e procurar a unidade básica de saúde mais próxima ao perceber qualquer alteração persistente na cavidade oral.

O diagnóstico precoce pode aumentar de forma significativa as chances de cura e reduzir complicações causadas pelo câncer bucal, segundo orientação reforçada pelo especialista no programa.

A discussão também respondeu a dúvidas frequentes do público sobre sintomas, tratamentos disponíveis e formas de prevenção, reforçando o papel da informação no combate à doença.